Ibama e Polícia Federal prendem oito pessoas por crimes contra a fauna no RS

Oito pessoas foram presas, algumas delas em flagrante, na Operação Cantoria, desencadeada hoje pelo Ibama e pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul para combater crimes contra a fauna. Os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão contra criadores de pássaros silvestres envolvidos em irregularidades no Sistema de Cadastro de Criadores Amadores de Passeriformes – Sispass, falsificação de anilhas e tráfico de animais.

O objetivo da ação foi a desarticulação do núcleo de duas organizações voltadas para os crimes contra a fauna. Elas aproveitavam a numeração de anilhas originais obtidas junto ao Ibama e as duplicavam para que as anilhas falsas dessem aparência de legalidade a animais criminosamente retirados da natureza.

Segundo o superintendente do Ibama no RS, Fernando Marques, “a operação com a Polícia Federal é resultado de um trabalho de dois anos de investigação do Ibama. Os dados levantados foram encaminhados ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, e chegamos a esse grande resultado, com a desarticulação de duas redes ilegais.”

Ainda não há informações sobre o número de animais apreendidos, uma vez que as equipes ainda estão em campo, cumprindo os mandados. “Grande quantidade de anilhas falsas e também equipamento utilizado para a sua fabricação foram apreendidos até agora.”, comemora o superintendente.

As pessoas presas estão sendo encaminhadas para a sede da PF em Porto Alegre, onde são ouvidas em depoimento. Os animais apreendidos são levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde passam por avaliação e cuidados veterinários, visando sua reabilitação e possível reintrodução na natureza.
www.ibama.gov.br

Cientistas criam produtos à base de tilápia para consumo

Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) estão desenvolvendo estudos para a produção de patês e filés de tilápia em conserva, de modo a oferecer à população novas formas de consumo desse peixe, originário do continente africano e encontrado em lagoas e represas em todo o Brasil.

A coordenadora do projeto, a engenheira química Ângela Furtado, informou que a tecnologia vai estar disponível no País a partir de 2010. A ideia é despertar o interesse das indústrias do setor de pescado para que a Embrapa possa repassar essa tecnologia. “A nossa parte é fazer os testes e levar a tecnologia pronta para poder transferi-la para alguma empresa”.

No momento, os pesquisadores estudam o tempo que o produto pode permanecer na prateleira, para análise sensorial e microbiológica. “Depois disso é que a gente fica com a tecnologia disponível porque pode ver quanto tempo dura o produto”.

Os testes permitirão identificar qual é o tempo de validade do produto para comercialização. Ângela Furtado explicou que algumas indústrias de sardinha nacionais tentaram, no passado, fazer algo semelhante, mas o projeto não foi levado adiante.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos está estudando a melhor formulação do produto e qual a receptividade que ele terá no mercado. O patê já foi testado internamente pelos pesquisadores e teve boa aceitação, afiançou Ângela Furtado. “É muito gostoso”.

No final deste mês, serão feitas provas de degustação dos filés de tilápias em conserva. A Embrapa está examinando o mercado para ver se é possível patentear a tecnologia.

Contatos nesse sentido já foram iniciados junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para “ver a viabilidade de isso virar uma patente”, explicou a engenheira química.

A tilápia é um peixe de criatório, considerado importante fonte de proteínas minerais, principalmente cálcio e fósforo, além de vitaminas A, D e complexo B. De acordo com os estudos da Embrapa, cerca de 90% de sua carne podem ser processados, condimentados e comercializados sob a forma de patê. A criação de tilápias cresce em todo o País. O Brasil é o sétimo maior produtor mundial de tilápia.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI3986771-EI238,00-Cientistas+criam+produtos+a+base+de+tilapia+para+consumo.html

Dourados receberá R$ 20 mi para expandir piscicultura

O governo federal deverá investir aproximadamente R$ 20 milhões para a expansão da cadeia produtiva do peixe na região da Grande Dourados. Os investimentos fazem parte do Programa Territórios da Cidadania, que definiu a piscicultura como atividade prioritária para o desenvolvimento econômico e social de 12 municípios da região.

Desde ontem, um grupo formado por representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Pesca e Aquicultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Trabalho e Emprego e da Integração Nacional estão em Dourados, onde vão conhecer projetos de piscicultura desenvolvidos nos 12 municípios que abrangem o polo de investimento do Territórios da Cidadania na região.

O Território da Cidadania é desenvolvido pela União em parceria com os governos estaduais, municípios e a sociedade civil. A atuação integrada visa assegurar maior alcance às políticas públicas desenvolvidas em regiões que precisam de maior eficácia de ações como assistência técnica e infraestrutura para a agricultura familiar e assentamentos rurais.

Conforme o engenheiro agrônomo do Ministério da Pesca e Aquicultura em Mato Grosso do Sul, Adilson Nascimento dos Santos, o grupo interministerial fará a avaliação de pelo menos oito projetos que estão sendo executados na região para o desenvolvimento da piscicultura. A partir da apresentação dos projetos, os órgãos envolvidos farão a escolha dos modelos mais viáveis para definir um projeto estratégico de produção de peixes que será desenvolvido na região. Os investimentos serão custeados pelo governo federal. “Com os projetos escolhidos, vamos trabalhar para acelerar a tramitação desses modelos e iniciar as ações do programa de desenvolvimento da cadeia do peixe a partir do ano que vem”, disse.

Segundo subsecretário de planejamento do Ministério da Pesca e Aquicultura, José Claudenor Vermohlen, o grande objetivo do projeto de desenvolvimento da cadeia produtiva do pescado é promover a inclusão econômica e social da região, aproveitando a potencialidade de recursos hídricos dos municípios da Grande Dourados. “Acreditamos que este projeto vai desencadear um crescimento econômico da região, servindo de modelo de programa de desenvolvimento sustentável da piscicultura no país. A Grande Dourados tem tudo para se transformar em uma das regiões de maior produção de peixe no país”, relatou.

Ontem, durante as atividades do primeiro dia 6ª Reunião do Subgrupo Fortalecimento das Cadeias Produtivas, sediada pela Embrapa Agropecuária Oeste, o grupo interministerial e o prefeito de Dourados, Ari Artuzi, autorizaram o início processo de licitação da obra de construção do Frigorífico de Peixe em Dourados. O Ministério da Pesca e Aquicultura também fez a entrega de caminhão frigorífico, que será utilizado para transportar o pescado produzido na região. Hoje, os representantes dos ministérios e das demais entidades envolvidas no programa farão visitas a criadouros de peixes existentes em propriedade rurais da região.

http://www.grandefm.com.br/news/news.aspx?news_id=256667

Pescador busca alternativa para sobreviver

Para mais de 2,7 mil pessoas de 154 municípios, o Rio Tietê é sinônimo de casa e dinheiro. Das águas, a comunidade ribeirinha tira o alimento do dia e a matéria-prima para a renda familiar. A paisagem – e aqueles que dela dependem – é vítima do crescimento populacional e da falta de consciência ambiental.

O diretor-secretário da Colônia de Pescadores Z20 Barra Bonita, Sebastião Petrúcio da Silva, explica que a jurisdição da colônia de pescadores compreende três pontos do Rio Tietê: Bacia do Rio Piracicaba, Paranapanema e Rio Grande, território de mais de 1,1 mil quilômetros. Segundo Silva, 40% dos pescadores vivem na margem do rio e dele tiram seu sustento. Os pescadores sentem os efeitos e clamam por atenção.

O problema da escassez de peixes do Rio Tietê foi tema de pesquisa de Paula Maria Gênova de Castro, do Instituto da Pesca em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Paula revela que as alterações ambientais como a construção de barragens e a poluição agroindustrial e urbana comprometeram a fauna e afetaram a atividade pesqueira. Em decorrência dos problemas, os pescadores buscam novas técnicas de pesca ou a complementação da atividade profissional por meio de outras profissões.

O pescador Antônio Pinheiro Cardoso, 59 anos, precisa trabalhar em escritório de contabilidade porque o dinheiro não é suficiente para garantir o sustento da família. Cardoso conta que antes de o rio ser represado, a pesca era melhor. “Eu assisti ao represamento e desde então o Tietê nunca mais foi o mesmo. Além disso, a cana tirou as árvores das margens do rio.” Outro problema é a pesca predatória, que tem ajudado a acabar com os peixes.

Contraponto

Sebastião Petrúcio da Silva afirma que a devastação das margens do rio e a poluição das águas preocupam os pescadores. O problema é com o turista sem consciência ambiental. O diretor-secretário explica que quando a comunidade ribeirinha vai para o meio urbano, no fim de semana, para vender o que pescou, os turistas saem das cidades grandes para passear. “As pessoas lançam resíduos no rio, o que destrói a vida da fauna fluvial e a mata ciliar, na margem do rio.” Ao voltar para as respectivas casas, o turista encontra o ambiente limpo, mas o pescador não. “Temos muitas reclamações de pescadores que são autuados por fiscais ambientais por conta da sujeira que fica. Mas o pescador depende do lugar para morar e tirar seu sustento.”

http://comerciodojahu.uol.com.br/novo/index.php?area=dock-noticia&matid=3928

Cidade aguarda mais de 120 equipes para festival de pesca esportiva

O município de Nova Mutum (250 km de Cuiabá) realiza neste final de semana, o 3º Pesc Mutum, festival de pesca esportiva que acontece no rio Arinos.

Até agora já se inscreveram 82 equipes para disputar o torneio, mas o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Nova Mutum, Oduvaldo Lopes Ferreira, disse ontem(18), à Rádio Meridional FM, de Sinop, que a organização aguarda a inscrição de mais participantes.

O Pesc Mutum vale como etapa do campeonato estadual de pesca e a equipe campeã ganhará um barco de 5 metros e um motor de 15 HP. O segundo colocado, um motor 15 HP e o terceiro, um barco de 5 metros. Há premiação para as equipes classificadas até o décimo lugar, como geradores, motores elétricos, carretas e outros equipamentos de pesca. A inscrição custa R$ 200 por equipe.

Para chegar ao local, os interessados deverão entrar próximo à ponte do rio Arinos, que fica na BR-163, a 30 km da cidade. A partir daí, percorre cerca de 500 metros até chegar à beira do rio.

No local há estrutura disponível para atender grande público. Houve aumento de espaços para acampamento. O local foi dividido em duas partes, uma para acampamento e outra para quem gosta de festas e baladas. Além da pescaria, haverá torneio de vôlei e shows musicais.

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=30&id=51141