Ibama apreende 161 kg de lagostas na BA

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Equipe de fiscalização da Superintendência do Ibama na BA, em operação conjunta com agentes da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental – Coppa, apreendeu ontem (28) em estabelecimento de Mar Grande, na Ilha de Itaparica, 161 quilos de lagostas de espécies variadas, que se encontravam armazenadas sem declaração de estoque, o que significa que foram capturadas em período de defeso.

As lagostas das espécies vermelha e cabo verde estão em período de reprodução, portanto, proibida a sua captura, comercialização, transporte e estocagem no período de 1º de dezembro 2009 a 31 de maio de 2010.

O Ibama vem realizando operação de fiscalização na Ilha de Itaparica e Vera Cruz desde o início do defeso, visando coibir as infrações contra as espécies do crustáceo e, segundo a coordenação de fiscalização da Supes/BA, esse trabalho será contínuo até o fim do período do defeso.

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Polícia Ambiental de Piumhi/MG divulga infrações ocorridas em 2009

O Grupo de Polícia Militar Ambiental de Piumhi/MG apresentou um levantamento de suas ações e produção obtida no ano de 2009 nas imediações do Rio São , Francisco e Represa de Furnas,  onde foram realizadas 510 patrulhas de fiscalização sendo 3.288 veículos fiscalizados, 2.169 pescadores fiscalizados, 36.988 quilômetros percorridos, 145 Boletins de Ocorrências (BO) registrados que foram encaminhados à Delegacia, Ministério Público e órgãos ambientais, 141 autos de infrações lavrados, além de um valor total de R$ 196.556 ,00 em multas aplicadas. Os materiais apreendidos foram 465 redes, 25 tarrafas, 76,3 Kg de pescado; cinco pássaros, 266 ferramentas de extração mineral, 10 armas brancas, 16 armas de fogo, 13 veículos diversos e 37 prisões.

Segundo o sargento da PM do Meio Ambiente, José Ramiro Silveira esse é o período da Piracema, e em virtude da falta de peixamento das constantes degradações ambientais e pesca predatória, estamos à beira de assistir extinções de espécies ictiológicas. “Se não cuidarmos dos alevinos hoje, não teremos um bom peixe em nossa mesa amanhã”.

A Polícia Militar de Meio Ambiente continuará na ativa esforçando-se nas operações repressivas a fim de evitar atos predatórios contra o Meio Ambiente.

Nota: Foram realizadas solturas de peixes apreendidos no período da piracema no Rio São Francisco no município de Doresópolis/MG.

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Pesque-e-solte é liberado a partir de 1º fevereiro no Rio Paraguai

Uma boa notícia para quem está ansioso pelas primeiras pescarias de 2010. A partir do dia 1º de fevereiro está liberada a pesca apenas na modalidade pesque-e-solte no Rio Paraguai, que corta parte do interior de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A pesca, no entanto, só pode ser feita com os apetrechos permitidos, como linha de mão, molinete, caniço, carretilha, anzol e iscas vivas ou artificiais. Além disso, o pescador deve estar munido da licença de pesca, que pode ser feita nas agências do Banco do Brasil ou pela internet, clicando aqui.

No início de novembro de 2009 a pesca foi proibida na maioria dos rios brasileiros até o final de fevereiro de 2010 para o período de reprodução dos peixes, a piracema. Quem desrespeitar a proibição e for flagrado pela Polícia Militar Ambiental será multado e está sujeito a ter a apreensão de equipamento (inclusive veículos e embarcações) e até a prisão decretada.

No entanto, proibição da pesca devido à piracema continua nos demais rios brasileiros

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Três toneladas de lagosta miúda tem destinação final

O Ibama em parceria com a Cerâmica Ceará, de propriedade do senhor Lourival Assunção Tavares, realizou hoje, quinta-feira (28), às 11h a destinação final de cerca de três toneladas de lagosta miúda.

O produto é proveniente de uma operação da Polícia Federal realizada no dia 03 de janeiro no município de Aquiraz, onde também foram encontrados 14 quilos de cocaína. Na ocasião cinco pessoas foram presas para responder pelos crimes ambiental e de tráfico. O valor da multa foi de 78 mil reais.

O laudo do Ibama constatou que as mesmas encontravam-se impróprias para o consumo. Segundo o técnico Gilberto Damasceno, responsável pelo laudo, a lagosta, que media entre 10 e 12,5 cm, estava mal conservada e em péssimas condições de higiene.

O Ibama alerta que o consumo de lagosta miúda deve ser evitado pois com a retração do comercio internacional e a intensificação da fiscalização poderão existir lagostas armazenadas na clandestinidade com risco de deterioração ou impróprias ao consumo.

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Navios da organização Sea Shepherd e baleeiras japonesas se enfrentam

Uma verdadeira guerra está sendo travada nos mares gelados que circundam a Antártica. De um lado, um grupo de ativistas para lá de corajosos e audaciosos. De outro, caçadores de baleias. A bordo de navios, singrando os mares revoltos e gélidos do sul do planeta, eles escrevem uma história repleta de aventuras: são embarcações que se perseguem, se caçam e até se lançam umas contra as outras.

O último lance desta batalha naval ocorreu no começo do mês, quando um catamarã ultramoderno da organização Sea Shepherd (Guardiões dos Mares) foi abalroado por um navio que fazia a escolta da frota baleeira japonesa. O catamarã Ady Gil acabou naufragando. Seis tripulantes tiveram que ser socorridos por um navio da organização, o Bob Harper. O Ady Gil também foi resgatado. Ele está sendo restaurado para novas aventuras.

– O Ady Gil é a embarcação mais rápida do mundo. Ele é usado para perseguir e localizar navios baleeiros, muitas vezes se posicionando na frente dos arpões para proteger as baleias – diz o brasileiro Cristiano Pacheco, da Sea Shepherd no Brasil.

Nesta luta entre caçadores de baleia e preservacionistas ninguém é totalmente bonzinho. A Sea Shepherd é conhecida por ações ousadas e agressivas. Sua estreia arrebatadora foi em 1980: um dos seus navios afundou a baleeira espanhola Sierra. Desde então foram realizadas mais de 200 expedições – e mais de cinco baleeiras foram afundadas.

O fundador da Sea Shepherd, Paul Watson, deixou o Greenpeace por considerá-lo manso demais. A organização foi fundada por ele na virada dos anos 70 para 80. De lá para cá, se envolveu em dezenas de campanhas de preservação da vida marinha, sempre intervindo direta e fisicamente contra caçadores de golfinhos, tubarões, focas, baleias e outros seres marinhos.

A Sea Shepherd não tem – para usar uma expressão ligada ao mundo animal – rabo preso. Não é ligada a nenhum financiador com interesses comerciais. Ela viabiliza suas ações com contribuições voluntárias, de pessoas. O catamarã Ady Gil, por exemplo, foi doado por um jornalista milionário dos EUA.

O Ady Gil estava participando da mais recente missão da Sea Shepherd. Ele fuçava os mares antárticos atrás de baleeiras japonesas, com o apoio de dois navios grandes da Sea Shepherd, o Bob Harper e o Steve Irwin (o principal deles). Até um helicóptero é utilizado para perseguir e fustigar os caçadores, que respondem com jatos de água expelidos por canhões.

A missão é impedir a matança de cinco espécies que chegam em dezembro aos mares da Antártica, um verdadeiro santuário. É a época, para baleeiras japonesas, principalmente, da temporada de caça. Os japoneses usam uma brecha no acordo internacional que proíbe a caça comercial. Eles alegam que fazem a caça com objetivo científico, o que é permitido. Mas todos sabem que o objetivo é abastecer o mercado negro de carne de baleia, uma iguaria no Japão.

– Eles têm uma cota de baleias que podem ser capturadas a cada temporada. Mas acabam matando muito mais. No ano passado, em 2009, a estratégia da Sea Shepherd de perseguir a frota baleeira consegui reduzir o abate a 305 baleias – diz o voluntário brasileiro Cristiano Pacheco.

Guardiões do Mar lutam contra pesca predatória

A Sea Shepherd atua no Brasil, com sede no Rio Grande do Sul. Embora no país, a caça às baleias seja proibida desde 1986, o braço brasileiro da organização protege golfinhos no Amapá e em Santa Catarina e tubarões no Rio Grande do Sul. Uma das suas armas é a lei: a organização promove ações judiciais contra pesca predatória, sendo pioneira na América Latina nestas iniciativas.

– Conseguimos embargar a instalação de uma fábrica de fosfato em Santa Catarina, que pode causar impactos no ecossistema marinho, rico em golfinhos e em baleias franca – diz Cristiano Pacheco, diretor-jurídico voluntário da Sea Shepherd no Brasil, que aqui adota o nome Guardiões do Mar.

Aliás, o litoral de Santa Catarina é um dos santuários para baleias da espécie franca. O Parque nacional de Abrolhos é outro local de refúgio para centenas de baleias jubarte. Estes dois locais atraem legiões de visitantes por ano.

– A baleia não é vista mais como um recurso explorável, mas como um ícone de preservação e um espetáculo da natureza – diz o biólogo marinho André Silva Barreto, da Universidade do Vale do Itajaí, de Santa Catarina.

O Brasil é um dos países signatários de um tratado que impôs uma espécie de moratória ou trégua na caça às baleias na década de 80 do século 20, e que é regido pela International Whaling Comission (IWC ou, traduzindo, Comissão Baleeira Internacional).

Baleias sempre foram caçadas ao longo da história. No século 16, no Brasil, o pescador caçava baleias munido de um arpão manual a bordo de um barco a remo. A matança cresceu com a caça industrial, especialmente na Paraíba, na primeira década do século 20. Segundo dados oficiais, mais de 20 mil baleias de todas as espécies foram abatidas em 75 anos de caça no país. No Estado do Rio, em Arraial do Cabo, havia uma indústria de processamento de carne de baleia nos anos 60.

– O Brasil sempre foi pródigo em baleias. Há relatos de que o som das baleias que frequentavam a Baía de Guanabara chegava a incomodar os moradores do Rio – diz o biólogo.

A rainha destas espécies é a baleia-azul, o maior ser vivo que já habitou o planeta. Supera, com suas 190 toneladas e 35 metros de comprimento, os maiores dinossauros, extintos há 65 milhões de anos. Em 1904, começou a ser capturada na Antártica. Em 30 anos, os caçadores acabaram com a população de baleias-azuis na região. Só em 1930, foram capturados 30 mil animais da espécie, hoje ameaçada de extinção. Sua presença é rara no litoral brasileiro.

– De qualquer modo, temos observado um aumento da população de baleias no litoral brasileiro. Elas aparecem com mais frequência no Rio e na Bahia, retornando a seus antigos ecossistemas – diz o biólogo.

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